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Pedacinhos de Brasil na Ucrânia

  • Foto do escritor: Paula Pereira
    Paula Pereira
  • 15 de jul. de 2019
  • 2 min de leitura

Atualizado: 17 de mar. de 2024

Que tem brasileiros em todo canto do mundo, eu não duvido. Mas que existiriam pedacinhos de Brasil lá na Ucrânia, eu não esperava. Quando viajei à Odessa pela primeira vez, em 2014, ouvi tocar “Ai se eu te pego”, de Michel Teló, no rádio. Achei aquilo um barato! Mas Michel Teló eventualmente deu área e pela cidade voltaram a tocar nossa antiga e boa, bossa nova. “Garota de Ipanema”? Não a vi, mas a ouvi umas quatro vezes em algum restaurante, loja de doces ou lá na praça central.


Falando em música, outro dia, na casa dos avós do meu marido, minha sogra tocou o clipe “Boa sorte”, de Vanessa da Mata, no Youtube, durante o almoço; mas veja, não foi sugestão minha. É que minha sogra tem bom gosto mesmo.


De passagem pela capital, Kiev, Sergei e eu fomos a um barzinho. Ambiente bem introspectivo, sem janelas. No teto se podia ver penduradas duas bandeiras: uma da Ucrânia, claro, e a outra, do Brasil. Oi?! Como é que a nossa bandeira foi parar lá?

Bandeira no Brasil ao lado da bandeira da Ucrãnia!

Não resisti e perguntei ao dono do bar o motivo. Então, como se minha pergunta só pudesse aceitar um tipo de resposta, ele disse sem hesitar “Sou admirador do futebol brasileiro, então coloquei a bandeira lá!”.


Futebol, por sinal, deve ser a pinta gigante que o Brasil carrega no corpo e que todo mundo vê. Lá em Odessa, em um mercadinho central, me deparei com um Neymar em tamanho real, de papelão, servindo de propaganda de um produto. Mesmo sendo o Neymar de mentirinha, tietei e tirei uma foto ao lado dele para mandar pra família - óbvio rs.


Noutro barzinho encontrei referências de Brasil em algumas bebidas. A primeira foi na própria e inesquecível cachaça. Nunca tinha ouvido falar numa tal de "cachaça Leblon" - o que mostra que não sou grande connoisseur de bebidas - e a segunda, na seção de coquetel, em uma bebida chamada “Bloody Rio” (mistura de cachaça Leblon com um mix de tomate picante). Por último, em um restaurante mais conhecido por sua cartela de vinhos, nos deparamos com uma cerveja chamada “Varvar Ipanema”.



E além de futebol e cachaça, o que mais é a cara do Brasil? Café! ... e outras dezenas de coisas, eu sei. Enfim. Foi lá na Ucrânia, em uma minúscula cafeteria, que descobri a Ipanema, uma das maiores produtoras de café do Brasil! A “Ipanema Dulce” (como ilustrada abaixo) é uma das variedades de café que a empresa produz , e estava lá, sendo vendida no balcão do caixa.


Café Ipanema Dulce

Viajar a outro país e vivenciar coisas novas é ótimo, mas não nego, esses pedacinhos de Brasil (lá fora) me trazem um sorriso morno ao rosto. E com tanta desgraça que parece assolar o país, é bom lembrar das coisas boas e prazerosas que temos aqui.


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